A Lieve foi uma das mulheres mais inspiradoras que alguma vez conheci.
Tive a oportunidade de permanecer uma temporada em sua casa, em 2018, para escrever uma longa biográfica sobre o seu papel, com Eduardo Pontes, na fundação do Moinho da Juventude, associação estruturante na Cova da Moura até hoje. A sua força ficou comigo sempre. Muito haverá a dizer sobre o raro carácter angélico dos que agem no mundo com este nível de compromisso abnegado.

Esse guião (da Real Ficção) intitulou-se de Moinhos de Vento, e chamei o Diogo Figueira para o terminar comigo. Gostava que o filme um dia se fizesse, mais documental do que ficção, para que o seu exemplo continue a perdurar pelo cinema. E para que a Cova da Moura seja vista pelos olhos com que Lieve e Eduardo sempre a viram: uma comunidade e não um gueto, habitada por gente que no dia-a-dia.






