2021 / 4 - 12 Agosto / DOBRA ~ Exposição Colectiva

sexta-feira, 23 de julho de 2021


 



 


Em confinamento, os dias dobram iguais. As webcams estão ligadas. Público e privado interseccionam-se no zoom. A incerteza redobra com o calendário. Sobra tempo para a reinvenção. Domésticas, as câmaras procuram o novo self. O pincel regressa à mão. O pulso volta à costura. Do seu passado ao seu futuro, feminilidades desdobram-se, expandem, exprimem-se. Já livres das próprias paredes, arrumam os resultados numa reunião, desta vez fora de casa.

Entre os dias 4 e 12 de AGOSTO, a Colectiva DOBRA junta 10 artistas na Galeria Prisma, em Lisboa, para pensar feminilidades e feminismos através dos olhares de pessoas trans, cis, não-binárias, lésbicas e hetero. Entre fotografia, pintura e mixed media, a exposição inclui obras de Hélia Marcos, Sabrina Rosa, Laura Calado, Mariana Lokelani, Elisabete Magalhães, Milena Baeza, Liza Mariah, Beatriz Gaspar e Cinza Nunes. Com design de Teresa Rodrigues. Entrada gratuita dentro do horário habitual da galeria (15h-20h) e de acordo com as normas de segurança em vigor - máximo de 25 de pessoas no espaço. 


Finissage: 12 Agosto

ORGANIZAÇÃO: PLATAFORMA GERMINAL + PRISMA LX

DESIGN: @atresarula

 

2021 / video-essay ''HANDS OF THE FUTURE'' with Adrian Martin (Mehdi Jahan + Dan Shoval + Sabrina D. Marques)

quinta-feira, 22 de julho de 2021

 


design: @ameijoa_del_meir

    2021 / JULHO ~ filme ''OS FOTOCINES'' na Cinemateca + Exposição ''FIM DO FOTO-CRIME''

    sábado, 26 de junho de 2021

     


    Depois de uma antestreia na RTP2 (25.4.2021), este documentário volta a passar na Cinemateca Portuguesa a 2.7.2021. No fim, segue-se uma conversa com JOSÉ ALVES PEREIRA e JOSÉ SANCHES RAMOS. No lobby, uma mini-exposição de fotografias alusivas, chamada de FIM DO FOTO-CRIME, desse dia em diante e ao longo de todo o mês de Julho.

    2021 / OS FOTOCINES, em breve

    segunda-feira, 29 de março de 2021


    FOLHA DE SALA DA CINEMATECA


    O projecto OS FOTOCINES nascia enquanto folheava álbuns de fotografia de familiares. Normalmente expansivo, o meu Tio calara-se repentinamente, isolando-se com o álbum da sua guerra colonial nas mãos. Esse mistério demorou-me a reparar nessas imagens ‘‘de acção e aventura’’, que não revelavam concretamente a sua função lá. Foi assim que, sem querer explorar as formas em que o trauma carrega os rostos, idealizei um filme como um projecto para mãos... O objectivo era deixar que os ex-combatentes navegassem através das suas fotografias, mostrando-as e falando somente do que precisassem... Mas, à minha distância de sobrinha-neta, suspendia-se outra questão essencial: quem tirava aquelas fotografias, em plena Guerra Colonial?  


    Ao investigar, descobri os Fotocines - soldados do Destacamento de Fotografia e Cinema (DFC), e percebi que havia de ser sobre eles este documentário. Convicto de que havia um carácter de novidade na temática, o produtor Rui Simões, cineasta da revolução e conhecedor dos espólios da época, abraçou prontamente a ideia. Mas se há filmes que se modificam a meio do seu processo de pesquisa, o projecto OS FOTOCINES foi disso exemplo. À medida que, de fio a pavio, submergia sem pé entre os arquivos de filmes e fotografias da guerra colonial, envolvendo-me entre 13 anos de História (que culminariam numa tese de doutoramento), forçou-me o destino a encarar o meu ponto de partida. Pela primeira vez, encontrei o meu tio em imagens em movimento, filmado por Fotocines. Porque tudo se interliga, percebi que era forçoso que estivesse presente atrás e à frente da câmara, narrando em voz própria a minha história. As questões que me inquietavam complexificaram-se precisamente aí: nessa disjunção entre a historiografia ‘‘oficial’’ dos arquivos e a memória individual dos ex-combatentes. Perdida entre legendas falsas, percebi como, a partir do momento em que as imagens adquirem função como mecanismos de ficção estratégica, tornam-se impossíveis de mapear. A menos que os seus autores vivam ainda. 


    O testemunho em voz directa tornou-se, portanto, indispensável.  Detalhando uma época de estreita ligação entre o Exército e a RTP, o filme começava por contar a história do DFC, a primeira Escola de Cinema do país, por onde passaram rostos tão reconhecíveis como Júlio Isidro, António Sala, Lauro António ou Pinto de Morais. Fernando Matos Silva e Hélder Mendes partilharam as suas experiências em África enquanto cineastas e repórteres e João Egreja, Fernando Ferreira, Marcelino Marques, António Heleno, Alves Pereira, Sanches Ramos e Marques Valentim explicaram o que era isso de ser Atirador de Fotocine, em Angola, Moçambique e na Guiné. O revolucionário José Paulo Viana relatou os pormenores de um assalto único. E os apoios do Tenente-Coronel Prada (CAVE), do Major Laureano (AGEX) e do Major Cunha Roberto (AHM) foram indispensáveis para actualizar a questão, transparecendo a incrível disponibilidade com que o Exército português abriu plenamente as portas a esta extensiva pesquisa. A jeito de homenagem, a participação de Miguel Nunes como Fotocine-tipo - decalque, agora a cores, da sua icónica personagem no filme Cartas da Guerra (de Ivo M. Ferreira) - aqui esquematizando sumariamente as actividades desempenhadas pelos Fotocines: revelação, ampliação, projecção, montagem, filmagem, fotografia, classificação. 


    O filme conheceria uma primeira exibição televisiva no dia da Revolução, facto que não deixa de ser relevante para mim, uma vez que, contas feitas, este projecto inaugura um ponto de viragem fulcral no meu percurso: o formato ''longa-metragem''. Justificava-se: se o seu referente televisivo acabara por tomar parte na sua linguagem do filme, os Fotocines regressavam por esta via à RTP, quase meio século depois. E porque também a Cinemateca Portuguesa faz parte do enredo, por ter dedicado um volume ao fundador do DFC que toda a gente esqueceu depois da Revolução (Baptista Rosa), acarinho ainda muitíssimo a possibilidade de antestreia presencial neste espaço. E recordo particularmente como foi o Professor José Manuel Costa - no entusiasmo com que leccionava Documentário na FCSH ou apontava como salas de estudo o Doc Lisboa, o Doc’s Kingdom ou a Cinemateca - quem melhor exemplificou a miríade de formas em que um documentário pode ser materializado. 


    Assim é: partimos para um filme com as mãos abertas para agarrar um qualquer pedaço do mundo. A sua modelação é o árduo problema na base. E se faz parte da força-motriz do género documental este confronto com a realidade, este, em particular, foi múltiplo, amargo, agudizado por um contexto de circunstâncias incomuns. Mas se, até ver, conseguimos ficar longe do COVID, não perdemos o bichinho do Cinema e não saímos das trincheiras: adiante. 




    LET'S LOOK AT ''DA TRAILA''

    Se agradeço a todos os envolvidos e participantes pela sua disponibilidade e dedicação., o meu primeiro obrigada vai para a Jacinta Barros e o Rui Simões (Real Ficção), por embarcarem na aventura de produzirem comigo uma longa, tendo eu apenas feito algumas curtas de escola e video-ensaios. É vital que os produtores portugueses preservem essa especial sensibilidade de apoiar os jovens realizadores, e que se continuem a materializar esses sonhos chamados filmes.









    2021 / Para o Catálogo da Mostra Brasileira ''DE PORTUGAL PARA O MUNDO''

    domingo, 28 de março de 2021

    2021 / Congresso Imagens Interditas

    quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

    https://congressoimagensinterditas.weebly.com/

    Com tecnologia do Blogger.